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Histórias da Bíblia

José Perdoa Seus Irmãos

28 de June, 2009

[José perdoa]

Sendo governador do Egito, José não foi reconhecido por seus irmãos quando vieram pedir que lhes vendesse cereais. Não revelando sua identidade, ordenou que voltassem para sua terra levando o cereal que compraram e os instruiu a trazerem seu irmão mais novo para provarem que não eram espiões. Como garantia um dos irmãos, Simeão, ficou preso.

Os irmãos de José partiram e contaram à Jacó tudo o que lhes aconteceu. Também disseram ser necessário levar Benjamim, o filho mais novo, ao Egito. Jacó não permitiu que o caçula fosse levado, pois tinha medo de perdê-lo, Já que pensava ter perdido José. Entretanto a fome o obrigou a enviar Benjamim junto com os outros ao Egito a fim de comprarem mais comida.

Levando Benjamim, os filhos de Jacó apresentaram-no a José. Ele fez com que fosse preparado para eles um banquete no qual Benjamim recebeu uma porção duas vezes maior que os outros e o privilégio de beber na taça pessoal de José. Dando-se por satisfeito, José vendeu a eles uma nova porção de cereal. Entretanto, ordenou que um servo escondesse a taça dentro do saco de cereal de Benjamim.

Quando eles já seguiam caminho, os servos de José os interceptaram e os acusaram de roubo, ao que eles negaram incisivamente. Revistado as bagagens, encontraram a taça em poder de Benjamim e os levaram presos. Eles, então, clamaram a José jurando inocência. Diante disso, José não mais agüentou e se revelou a eles em meio a muitos abraços e choro. José então lhes disse que os tinha perdoado e que o fato de terem-no vendido tinha sido uma providência de Deus para que fossem preservados naqueles dias de fome. Então Jacó foi trazido para o Egito e se alegrou muito por reencontrar José. O Faraó deu à sua família uma das melhores e mais férteis terras para que habitassem. Ali, a família de Jacó ficou por 400 anos.

Podemos notar que José tinha todas as razões do mundo, além dos meios necessários, para guardar ressentimentos dos irmãos e puni-los pelo mal que lhe fizeram. Surpreendentemente ele fez o oposto. Perdoou os irmãos e promoveu seu bem-estar. Se José tivesse agido de outra forma, a história seria diferente e dificilmente haveria um povo numeroso descendendo de Abraão por meio do qual Jesus nasceria em forma humana.

O bom exemplo de José deve encorajar cada um a olhar de frente para essa área tão problemática: o perdão. Quanto maior orgulho pessoal de alguém, maior dificuldade há para perdoar as ofensas. Isso acontece porque a visão elevada que o orgulhoso tem de si, faz com que as ofensas sejam intoleráveis. Por isso, muitas pessoas guardam mágoas por incontáveis anos, nutrindo amargura tal que as torna pessoas de difícil convivência.

O Senhor Jesus ensinou que o perdão não deveria ter limites. Mateus conta o episódio dizendo: “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21-22).

Que o exemplo de perdão incondicional e amoroso do Senhor Jesus, que morreu na cruz por pessoas que não mereciam tal sacrifício, seja o agente motivador para que cada um perdoe seus ofensores. Que cada um também usufrua dos benefícios do perdão de Deus por meio da fé no Senhor Jesus Cristo.

“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13).

Pr. Thomas Tronco